Flávio Bolsonaro amplia alianças no segundo turno e reúne apoio de quatro legendas
L, União Brasil, PP, Novo e Republicanos passaram a integrar formalmente a frente partidária de apoio ao candidato; Caiado e Zema também declararam apoio individual
Por Fogo e Poder
Publicado em 07/10/2026 22:19
Novidades

7 de outubro de 2026

A disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou em uma nova etapa nesta semana, marcada pela rápida definição de alianças para o segundo turno, que será realizado em 25 de outubro. Até o momento, União Brasil, PP, Novo e Republicanos formalizaram apoio à candidatura de Flávio, enquanto lideranças como Ronaldo Caiado e Romeu Zema também declararam apoio individual ao candidato.

Importante:
É necessário diferenciar os apoios partidários nacionais das manifestações individuais de lideranças políticas. Enquanto União Brasil, PP, Novo e Republicanos formalizaram apoio à candidatura de Flávio, o PSD manteve neutralidade nacional, apesar do apoio pessoal de Ronaldo Caiado.

União Brasil e PP formalizam apoio

A primeira adesão partidária de grande porte ocorreu com a federação União Brasil–Progressistas (PP), que anunciou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno.

A federação reúne duas das maiores bancadas do Congresso Nacional e passou a integrar formalmente a campanha do candidato do PL.

No primeiro turno, União Brasil e PP haviam mantido posição de neutralidade na disputa presidencial. Com a definição para a segunda etapa, as duas legendas decidiram apoiar Flávio.

Apoio formal:
A decisão de União Brasil e PP representa uma adesão partidária nacional e deve ampliar a estrutura política disponível para Flávio durante o segundo turno.

Novo oficializa apoio

O Novo anunciou nesta quarta-feira (7) sua adesão oficial à candidatura de Flávio Bolsonaro.

O presidente nacional da legenda, Eduardo Ribeiro, participou do anúncio ao lado de integrantes da bancada federal e de senadores eleitos.

Antes da decisão partidária, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do Novo, já havia declarado individualmente seu apoio a Flávio.

Com a decisão nacional, o apoio deixou de ser apenas uma manifestação de uma liderança e passou a representar formalmente a posição da legenda.

Republicanos também oficializa

O Republicanos anunciou nesta quarta-feira apoio nacional a Flávio Bolsonaro. A decisão foi comunicada pelo presidente nacional do partido, Marcos Pereira, em Brasília.

A articulação teve participação do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que também integra a legenda.

O Republicanos havia adotado neutralidade no primeiro turno. Para o segundo turno, entretanto, a direção nacional decidiu apoiar Flávio.

Os diretórios de Pernambuco e Paraíba foram liberados em razão de suas posições locais favoráveis a Lula.

FATO
Republicanos, Novo e a federação União Brasil–PP passaram a apoiar formalmente Flávio Bolsonaro no segundo turno.

DIFERENÇA
Apoio partidário nacional não significa necessariamente alinhamento uniforme de todos os diretórios estaduais ou de todos os integrantes das legendas.

CENÁRIO
Alguns diretórios estaduais foram liberados para manter posições diferentes da orientação nacional.

Apoios individuais de Caiado e Zema

Além das decisões partidárias, Flávio recebeu manifestações pessoais de dois candidatos derrotados no primeiro turno.

Ronaldo Caiado (PSD) anunciou apoio a Flávio em Goiânia na terça-feira (6).

O PSD, entretanto, não declarou apoio nacional ao candidato do PL. A legenda decidiu manter neutralidade e liberou seus integrantes para adotarem suas próprias posições.

Romeu Zema, do Novo, também havia declarado apoio individualmente antes da decisão oficial da legenda.

A distinção é importante porque uma manifestação pessoal de uma liderança não equivale automaticamente a uma decisão formal do partido ao qual ela pertence.

União Brasil–PP: apoio partidário formal.

Novo: apoio partidário formal.

Republicanos: apoio partidário formal.

Caiado: apoio pessoal a Flávio.

Zema: apoio pessoal, posteriormente acompanhado pela decisão oficial do Novo.

PSD: neutralidade nacional.

Podemos deve anunciar posição

O Podemos está em negociação com a campanha de Flávio e marcou para quinta-feira (8) uma reunião que poderá resultar na formalização de apoio.

Até o momento, portanto, o partido deve ser tratado como em negociação, e não como integrante formal da aliança.

A eventual adesão poderá ampliar ainda mais a frente partidária construída para o segundo turno.

MDB permanece em negociação

O MDB também aparece nas articulações políticas da segunda etapa da eleição.

Lideranças ligadas à campanha de Flávio mantêm conversas com integrantes da legenda, mas não houve, até o fechamento desta matéria, uma decisão nacional formal de apoio.

O partido possui divisões internas em relação ao segundo turno, com diferentes diretórios e lideranças adotando posições distintas.

Apoios partidários e apoios regionais

Além das decisões nacionais, existem manifestações de governadores, parlamentares e lideranças estaduais que também podem influenciar a campanha nas próximas semanas.

O levantamento dos palanques estaduais mostra que Flávio conta com aliados em estados que ainda possuem disputas locais de segundo turno, enquanto Lula também mantém estruturas regionais de apoio.

Essas manifestações, entretanto, não devem ser confundidas automaticamente com decisões nacionais dos partidos.

FRENTE PARTIDÁRIA
PL, União Brasil, PP, Novo e Republicanos compõem, até o fechamento desta matéria, o conjunto de legendas alinhadas formalmente à candidatura de Flávio.

NEGOCIAÇÕES
Podemos e MDB permanecem no radar das articulações.

NEUTRALIDADE
O PSD mantém posição nacional de neutralidade.

Cenário de alianças

Até o momento, a composição política pode ser resumida da seguinte forma:

  • PL: partido de Flávio Bolsonaro;
  • União Brasil: apoio nacional formal;
  • PP: apoio nacional formal;
  • Novo: apoio nacional formal;
  • Republicanos: apoio nacional formal;
  • Ronaldo Caiado: apoio individual;
  • Romeu Zema: apoio individual, posteriormente acompanhado pela decisão oficial do Novo;
  • Podemos: em negociação;
  • MDB: em negociação;
  • PSD: neutralidade nacional.

A disputa entra em uma nova fase

Com as principais alianças começando a ser definidas, a campanha de Flávio entra agora em uma etapa de consolidação dos apoios e preparação para o segundo turno.

As próximas movimentações deverão envolver novas adesões partidárias, negociações estaduais, participação de lideranças políticas e preparação para os debates e demais compromissos eleitorais.

Do outro lado, a campanha de Lula também trabalha para reorganizar sua estratégia e ampliar a busca por eleitores que não votaram no primeiro turno e por segmentos que apoiaram candidatos eliminados da disputa.

O segundo turno passa, portanto, a ser marcado não apenas pela disputa direta entre os dois candidatos, mas também pela capacidade de cada campanha de transformar apoios políticos em votos.

EM RESUMO

Flávio Bolsonaro ampliou sua frente política no segundo turno com o apoio formal da federação União Brasil–PP, do Novo e do Republicanos, além do PL, partido do candidato.

Ronaldo Caiado declarou apoio pessoal a Flávio, enquanto o PSD manteve neutralidade nacional. Romeu Zema também declarou apoio individual antes da formalização do apoio do Novo.

O Podemos e o MDB permanecem em negociação, sem decisão nacional formal até o fechamento desta matéria.

A nova etapa da eleição será marcada pela disputa por alianças, palanques regionais, debates e pela tentativa de cada candidato de ampliar sua votação em 25 de outubro.

Fontes: Folha de S.Paulo; UOL; Exame; reportagens sobre as decisões partidárias e declarações das lideranças políticas.

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