ECONOMIA • MERCADO FINANCEIRO
Dólar se aproxima de R$ 5,50 e Bolsa opera em queda em meio à cautela dos investidores
O mercado financeiro brasileiro começou novembro sob pressão. Nesta terça-feira (3), o dólar comercial avançou para a faixa de R$ 5,50, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrou queda superior a 1% durante a manhã. Investidores acompanham as expectativas para a política econômica, a decisão do Banco Central sobre os juros e as eleições legislativas nos Estados Unidos.
IMPORTANTE
Os valores citados são registros intradiários, divulgados durante a manhã de terça-feira, e podem mudar até o encerramento do pregão. A movimentação dos ativos reflete uma combinação de fatores domésticos e internacionais.
Dólar supera R$ 5,50 durante a manhã
Por volta das 10h52, o dólar era negociado próximo de R$ 5,50, com alta de aproximadamente 1,1% em relação ao fechamento anterior. Em outra leitura do mercado, a moeda chegou a R$ 5,5126 na abertura, avançando cerca de 1,21%.
A valorização ocorre após uma semana de forte volatilidade no mercado brasileiro. Na sexta-feira (30), o dólar à vista fechou em torno de R$ 5,45 e acumulou alta superior a 9% na semana, enquanto o Ibovespa registrou uma queda semanal expressiva.
A procura por ativos considerados mais seguros, as incertezas sobre a trajetória fiscal brasileira e os movimentos dos mercados internacionais estão entre os fatores acompanhados pelos investidores.
Ibovespa recua e ações da Petrobras pressionam o índice
O Ibovespa operava em queda durante a manhã, recuando cerca de 1,3% a 1,4% e negociado na faixa dos 165 mil pontos. A baixa foi influenciada pelo desempenho de ações de grande peso no índice, especialmente os papéis da Petrobras.
As ações da estatal registraram perdas superiores a 5% em parte do pregão, contribuindo para a pressão sobre a Bolsa. Outras empresas apresentaram movimentos distintos, indicando que o desempenho negativo não atingiu todos os setores da mesma forma.
Expectativas econômicas e decisão do Copom
O mercado também acompanha a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começou nesta terça-feira. A decisão sobre a taxa Selic está prevista para quarta-feira (4).
A taxa básica de juros está em 13,75% ao ano. O Boletim Focus divulgado nesta terça mostrou revisão das expectativas para inflação, juros, dólar e crescimento econômico, reforçando a atenção dos investidores à condução da política monetária.
Projeções do mercado no Boletim Focus
- Inflação projetada para 2026: 5,22%
- Selic esperada ao fim de 2026: 13,50% ao ano
- Crescimento estimado do PIB em 2026: 1,76%
As projeções representam expectativas de instituições consultadas pelo Banco Central, não resultados já confirmados.
Cenário internacional também influencia os mercados
No exterior, investidores acompanham as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, indicadores econômicos e as tensões no Oriente Médio. Esses acontecimentos podem influenciar o apetite global por risco, o comportamento do dólar e os preços de commodities.
A combinação de incertezas internas e externas aumenta a volatilidade dos ativos brasileiros. Analistas observam especialmente a evolução das expectativas fiscais, a comunicação do Banco Central e os próximos dados econômicos.
O que acompanhar nos próximos dias
A trajetória do dólar e da Bolsa dependerá de novos dados econômicos, da decisão do Copom e de sinais sobre a política fiscal. O encerramento do pregão desta terça-feira poderá mostrar se as perdas da manhã serão ampliadas ou parcialmente revertidas.
EM RESUMO
O dólar se aproximou de R$ 5,50 e o Ibovespa recuou durante a manhã desta terça-feira. O mercado acompanha as expectativas para inflação e juros no Brasil, a reunião do Copom e as eleições nos Estados Unidos. A movimentação reflete uma combinação de fatores econômicos e internacionais, e as cotações ainda podem mudar até o fechamento.
Fontes
Estação Fogo e Poder
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